Forças ucranianas realizaram mais uma operação bem sucedida contra a frota sombra da Rússia. Na noite entre domingo e segunda, sete navios foram atingidos. Três eram petroleiros e quatro eram cargueiros. Os ataques aconteceram no Mar Negro e no Mar de Azov.

Robert Brovdi, conhecido como Madyar, é o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia. Ele confirmou a ação. Com esses sete navios, o total de alvos da frota sombra russa só em julho de 2026 chega a 183.

A frota sombra é formada por navios que mudam de nome, bandeira e seguro para conseguir transportar petróleo russo mesmo com as sanções. Esse petróleo ajuda a pagar a guerra e a abastecer a Crimeia ocupada. Cada navio que sai de circulação aumenta o custo e o atraso para a Rússia.

A campanha tem o nome de Operação MoLoChKa. Ela vem sendo executada de forma constante desde o dia 6 de julho. Em alguns períodos, os ucranianos conseguiram atingir mais de 90 navios em poucos dias. O resultado é que a Rússia já precisou suspender temporariamente a navegação em partes do Mar de Azov.

Não se trata apenas de afundar navios. É uma forma barata e assimétrica de aumentar o custo da guerra para o lado russo. Um drone relativamente simples pode tirar de operação um petroleiro que vale dezenas de milhões de dólares e que leva semanas para ser substituído.

Madyar tem sido direto nas mensagens públicas. Ele diz que o objetivo é tornar o transporte marítimo russo cada vez mais caro e arriscado. Até agora o resultado parece estar indo nessa direção.

Do lado russo, ainda não houve comentário oficial sobre os ataques da última noite. O padrão habitual tem sido negar ou minimizar esse tipo de ação.

Para quem acompanha a guerra de longe, pode parecer apenas mais um número. Mas 183 navios em um mês é um volume que começa a fazer diferença na capacidade russa de mover combustível e manter a máquina de guerra funcionando.

O vídeo do ataque noturno com o alvo marcado é um lembrete de como a guerra mudou. O que antes exigia aviões, mísseis caros e risco de piloto agora pode ser feito com drones relativamente baratos e precisos.

Se o ritmo continuar, a frota sombra russa vai ter que encontrar novas rotas, novos nomes e novos seguros. E o custo disso tudo vai acabar sendo pago pelo contribuinte russo ou pelo preço do petróleo no mercado internacional.