Em menos de três semanas, EUA e Israel eliminaram décadas de capacidade militar do Irã e bombardearam a ilha responsável por 90% das exportações de petróleo do país. Washington agora considera ocupá-la.
O Início da Guerra
Em 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar conjunta contra o Irã. A operação recebeu o codinome Operação Fúria Épica pelos norte-americanos e Operação Leão Rugidor pelos israelenses.
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Os ataques começaram na manhã de sábado, horário de Teerã. O primeiro-alvo foi o complexo da liderança suprema do país. O aiatolá Ali Khamenei, que governava o Irã com punho de ferro havia quase quatro décadas, foi morto naquele mesmo dia. Junto com ele, cerca de 40 altos comandantes militares e políticos do regime foram eliminados nas primeiras horas — entre eles o chefe do exército, o comandante da Guarda Revolucionária, o ministro da defesa e o chefe do serviço de inteligência.
Décadas de experiência militar foram apagadas em questão de horas.
A Resposta do Irã e o Desmonte Sistemático
O Irã reagiu com força. No primeiro dia, lançou quase 500 mísseis em direção a Israel — uma demonstração de poder que parecia confirmar os piores prognósticos. Por anos, especialistas militares ao redor do mundo advertiram que atacar o Irã de verdade seria arriscado demais. O país havia construído um dos arsenais mais temidos do Oriente Médio: milhares de mísseis, drones em quantidade industrial e uma marinha posicionada estrategicamente no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% de todo o petróleo do planeta.
Mas o que aconteceu nos 20 dias seguintes mudou o quadro completamente.
Defesa aérea: O Irã tinha uma extensa rede de sistemas antiaéreos espalhada por todo o território. Em menos de uma semana, 80% dessa rede havia sido destruída. Com o céu aberto, bombardeiros americanos passaram a sobrevoar o país praticamente sem resistência.
Mísseis: EUA e Israel destruíram 300 plataformas de lançamento — 65% de toda a capacidade de ataque com mísseis do Irã. As fábricas que produziam novos mísseis também foram bombardeadas. O número de lançamentos, que chegou a quase 500 no primeiro dia, caiu para menos de 40 por dia dez dias depois e chegou perto de zero ao fim de três semanas.
Drones: O Irã havia investido pesado em drones baratos de ataque, os mesmos modelos fornecidos a grupos aliados ao redor do Oriente Médio. Vinte dias após o início do conflito, os lançamentos tinham caído 95%.
A Marinha Iraniana no Fundo do Mar
A marinha iraniana era a guardiã do Estreito de Ormuz. Era ela que garantia ao Irã a capacidade de, se necessário, fechar o corredor mais importante do mundo para o comércio de petróleo.
O almirante americano Brad Cooper, responsável pelas forças dos Estados Unidos no Oriente Médio, anunciou em 16 de março que mais de 100 embarcações iranianas haviam sido destruídas ou gravemente danificadas. Antes da guerra, o Irã contava com 109 navios e embarcações militares.
Um episódio em particular resume o que aconteceu com a marinha iraniana. A fragata IRIS Dena era um dos orgulhos da frota — um navio moderno que estava no Oceano Índico, a milhares de quilômetros do conflito. Um submarino americano a rastreou em silêncio, disparou torpedos e a afundou ao largo da costa do Sri Lanka em 4 de março. Pelo menos 87 corpos foram recuperados; apenas 32 tripulantes sobreviveram.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que foi o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo conduzido por forças americanas desde a Segunda Guerra Mundial. O episódio deixou claro: não existe lugar seguro quando a Marinha americana decide agir.
Kharg: O Coração Econômico do Irã
Foi nesse cenário — com a proteção aérea destruída, os mísseis quase esgotados e a marinha no fundo do mar — que os EUA partiram para a jogada que o regime iraniano sempre jurou que jamais deixaria acontecer.
A ilha de Kharg fica a 25 km da costa iraniana no Golfo Pérsico. Tem apenas 20 km² — menor que muitos bairros de grandes cidades. Mas 90% de todo o petróleo que o Irã exporta para o mundo passa por ela. Sem Kharg, o Irã não tem dinheiro. Sem dinheiro, o regime perde a capacidade de pagar o exército, as milícias e manter a máquina pública funcionando.
A história dessa ilha como alvo estratégico não é nova. Na crise dos reféns americanos, nos anos 1970, o presidente Jimmy Carter chegou a considerar atacá-la para forçar o Irã a negociar, mas recuou pelo risco elevado. Na década de 1980, a força aérea iraquiana de Saddam Hussein bombardeou Kharg repetidamente durante a Guerra Irã-Iraque, chegando a tirar a ilha de operação por meses inteiros.
Nenhum presidente americano havia cruzado essa linha em mais de 40 anos.
Em 13 de março de 2026, os Estados Unidos anunciaram que bombardearam a ilha. O Comando Central americano informou que uma “operação de precisão em grande escala” atingiu mais de 90 alvos militares: bunkers de mísseis, depósitos de minas navais, sistemas de defesa aérea e outras instalações. Tudo que o Irã havia construído para proteger aquele ponto foi eliminado em uma única operação. O presidente Donald Trump confirmou os ataques e declarou que as instalações militares foram “totalmente destruídas”, acrescentando que as infraestruturas petrolíferas foram poupadas intencionalmente.
O regime reagiu com ameaças, dizendo que destruiria toda a infraestrutura de petróleo ligada aos Estados Unidos na região. A ironia é que o petróleo de Kharg importa muito mais para o Irã do que para os americanos. É a diferença entre o regime sobreviver ou não.
O Próximo Passo: Ocupação?
Com a proteção militar da ilha destruída, fontes dentro do governo americano indicam que Washington considera o próximo passo: ocupar Kharg. Segundo fontes familiarizadas com as discussões, citadas pelo jornal israelense Jerusalem Post, os EUA teriam informado aliados no Oriente Médio de que uma operação terrestre para tomar a ilha pode não ter alternativa.
A estratégia seria usar Kharg como carta de pressão ou simplesmente cortar o fluxo de dinheiro do regime até que ele desmorone por dentro.
Para essa possível operação, os EUA já têm forças a caminho. O navio de assalto anfíbio USS Boxer partiu de San Diego, California, junto com o USS Portland e o USS Comstock, transportando a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais — cerca de 2.500 militares, com caças F-35B capazes de pousar e decolar verticalmente, helicópteros de ataque e embarcações de desembarque.

O grupo deixou o porto três semanas antes do previsto. Simultaneamente, o navio USS Tripoli se aproxima da região vindo do Indo-Pacífico, transportando mais fuzileiros navais. Analistas militares, no entanto, alertam que manter posição em Kharg seria uma operação de alto risco, já que o Irã ainda retém capacidade de lançamento de mísseis e drones.
O Novo Líder e o Caos Interno
Quando se mata a liderança inteira de um exército em poucas horas, o que acontece com os soldados, com as ordens, com a hierarquia que mantém tudo funcionando? No caso do Irã, a resposta foi o caos.
Em 8 de março, a Assembleia dos Especialistas do Irã — formada por 88 clérigos — elegeu Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo do país. Ele tem 56 anos, é filho de Ali Khamenei e nunca ocupou um cargo público na vida. Sua ascensão ao posto mais alto do regime iraniano representa uma virada histórica: pela primeira vez desde a Revolução Islâmica de 1979, a sucessão seguiu uma lógica hereditária, o que gerou contestação dentro do próprio sistema político iraniano.
Seu primeiro pronunciamento público foi lido pela mídia estatal iraniana — não em vídeo, não em áudio, mas por meio de declarações divulgadas pela imprensa local. Prometeu vingança contra EUA e Israel e afirmou que o Irã manterá o Estreito de Ormuz fechado enquanto durar o conflito.
O próprio governo iraniano admitiu publicamente que o exército perdeu o controle de várias unidades, que passaram a agir com base em ordens antigas, sem coordenação central. Um sinal do grau de desorientação foi o registro, logo no início da guerra, de um incidente em que forças iranianas atingiram acidentalmente um navio do próprio Irã.
A Reação Internacional
A China, que comprava a maior parte do petróleo iraniano, condenou os ataques em palavras mas não tomou nenhuma medida concreta. Quando os EUA pediram que Pequim enviasse navios para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, a resposta foi não.
A Rússia também condenou os ataques com palavras duras, mas não foi além. O governo Putin não tomou nenhuma ação concreta em defesa do aliado iraniano.
Na Europa, o quadro é de divisão. O Reino Unido autorizou o uso de suas bases para operações específicas, enquanto Alemanha, Espanha e boa parte do continente recusaram qualquer envolvimento direto. A OTAN declarou que aquele não era um conflito da aliança.
O Que Vem Pela Frente
Em menos de três semanas, EUA e Israel destruíram o que o Irã levou décadas para construir: a liderança, a marinha, a capacidade de mísseis e a proteção aérea. A ilha que sustenta financeiramente o regime está agora ao alcance americano.
A questão que nenhum analista ainda consegue responder com certeza é a seguinte: destruir o exército de um país é uma coisa; fazer o governo cair é outra completamente diferente. O que está acontecendo dentro do Irã agora — com um novo líder sem experiência, um exército sem coordenação e uma economia sob pressão crescente — é a parte mais imprevisível de toda essa história.
Fontes consultadas: Wikipedia (PT), CNN Brasil, Agência Brasil, Revista Fórum, Carta Capital, Gazeta do Povo, Poder Naval, Aeroin, Jornal de Brasília, Xinhua, ABC7, Euronews, Público (Portugal), Observador (Portugal)

