Israel e EUA Matam Khamenei e 40 Líderes Iranianos em Operação Cirúrgica em Teerã

Em menos de um minuto, os homens mais poderosos do Irã foram eliminados. Em 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram a maior operação militar coordenada no Oriente Médio em décadas. O ataque matou o aiatolá Ali Khamenei — líder supremo do Irã por 37 anos — junto com cerca de 40 dos mais altos oficiais do regime, em um ataque de precisão ao complexo de liderança no centro de Teerã.

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A Operação

Os americanos batizaram a campanha de Operação Epic Fury. Os israelenses chamaram de Operação Roaring Lion (Rugido do Leão). O presidente Donald Trump anunciou os ataques às 2h da manhã (horário de Brasília) por meio de um vídeo de oito minutos publicado em seu perfil no Truth Social — sem discurso ao Congresso americano, apenas uma notificação de poderes de guerra.

Os objetivos declarados eram destruir a infraestrutura de mísseis balísticos do Irã, eliminar a liderança das Forças Revolucionárias Islâmicas (IRGC, na sigla em inglês), aniquilar a marinha iraniana e neutralizar os grupos armados financiados por Teerã na região.

A Força Aérea Israelense utilizou cerca de 200 aviões de combate na onda inicial — a maior sortida da história da FAI — e despejou mais de 1.200 bombas nas primeiras 24 horas. O Comando Central Americano (CENTCOM) complementou com mísseis Tomahawk, bombardeiros B-2, caças F-35 e os primeiros drones de ataque descartáveis LUCAS já empregados em combate.

Fumaça encobre Teerã durante os ataques da Operação Roaring Lion, março de 2026. Crédito: Avash Media, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

A Morte de Khamenei

A CIA rastreou os movimentos de Khamenei por meses. A inteligência americana aprendeu que o líder supremo realizaria uma reunião com altos oficiais no complexo presidencial, no centro de Teerã, no dia 28 de fevereiro. Esse dado foi central para o timing do ataque.

Khamenei foi morto no primeiro ataque da operação, enquanto estava acima do solo em seu complexo oficial. Segundo o exército israelense, a inteligência havia mapeado que Khamenei passava grande parte do tempo em seus escritórios — e não no bunker subterrâneo construído especificamente para protegê-lo.

Cerca de 40 altos funcionários do regime foram eliminados no mesmo ataque. Entre os mortos confirmados pelo porta-voz das IDF estavam o comandante da Guarda Revolucionária (IRGC) Mohammad Pakpour, o ministro da Defesa Amir Nasirzadeh, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Mohammad Bagheri e o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional Ali Shamkhani.

O governo iraniano confirmou a morte de Khamenei em 1º de março e decretou 40 dias de luto nacional. Parte da população iraniana foi às ruas celebrar; outra parte foi às ruas de luto. Forças de segurança foram filmadas abrindo fogo contra os que comemoravam.


O Bunker Que Ninguém Deveria Conhecer

Abaixo do complexo de liderança em Teerã existia um bunker. Não era uma estrutura qualquer. Havia sido construído ao longo de anos com investimento de milhões de dólares, projetado para sobreviver a qualquer ataque aéreo.

O bunker se espalhava por múltiplas ruas no centro da capital iraniana, com várias entradas independentes, saídas de emergência e salas de reunião específicas para os oficiais mais sênior do regime. Khamenei acreditava que ninguém saberia de sua existência — e que, mesmo que soubessem, nenhuma tecnologia seria capaz de destruí-lo.

Ele estava errado nos dois pontos.

A Diretoria de Inteligência Militar das IDF — especificamente as Unidades 8200 (inteligência de sinais) e 9900 (inteligência visual) — havia mapeado o bunker ao longo de anos de operações. Após os ataques, as forças israelenses liberaram um vídeo em 3D do interior da estrutura: a profundidade exata de cada nível, a largura de cada corredor, a localização precisa de cada sala de reunião.

“O bunker subterrâneo foi construído como um ativo de emergência para o líder gerenciar a guerra. Foi eliminado antes de conseguir usá-lo”, declarou o exército israelense em comunicado oficial.

Em 7 de março — seis dias após o início da guerra — cerca de 50 aviões de combate da FAI despejaram aproximadamente 100 bombas sobre a estrutura, destruindo-a completamente. O bunker estava sendo utilizado por altos funcionários do regime que sobreviveram aos primeiros ataques.


A Armadilha da Segurança

Nos anos anteriores ao ataque, os líderes iranianos haviam tomado uma decisão que parecia inteligente: abandonaram quase completamente os meios digitais de comunicação. Sem e-mails, sem aplicativos de mensagem, sem ligações por celular. Voltaram ao básico — reuniões presenciais, cara a cara, sem rastro eletrônico.

O problema é que essa decisão criou um padrão previsível. Toda vez que os líderes precisavam tomar decisões importantes, precisavam estar fisicamente no mesmo lugar ao mesmo tempo. A inteligência israelense aprendeu a reconhecer esses momentos. Ao fugir da tecnologia, o Irã havia criado uma rotina que era, justamente, o que o inimigo precisava rastrear.

Ao fugir de um perigo digital, o regime havia criado um perigo físico ainda maior.

Segundo o porta-voz das IDF, americanos e israelenses trabalharam juntos por “milhares de horas” no desenvolvimento do banco de alvos utilizado na operação.

Destroços em rua de Teerã após ataques, 4 de março de 2026. Crédito: Avash Media, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

A Crise de Sucessão

A Constituição iraniana exigia um novo líder supremo. O grupo responsável pela escolha é a Assembleia de Especialistas, formada por 88 clérigos sênior eleitos pelo povo.

O processo foi caótico.

O edifício da Assembleia em Qom foi atingido por ataques israelenses em 3 de março, enquanto os membros se reuniam para discutir a sucessão. O exército israelense chegou a publicar uma advertência em persa dizendo que qualquer pessoa que participasse da reunião de seleção poderia se tornar alvo.

Diante disso, a Assembleia migrou para reuniões virtuais e votações à distância. Seus membros se recusavam a estar fisicamente no mesmo lugar ao mesmo tempo — porque todos sabiam o que acontecia quando os líderes iranianos se reuniam presencialmente.

Enquanto isso, um conselho de três pessoas assumiu o governo provisoriamente: o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei e o aiatolá Alireza Arafi.

Em 9 de março, a Assembleia escolheu Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá assassinado, como novo líder supremo do Irã — após forte pressão da IRGC sobre os membros do colegiado e uma votação realizada de forma remota.


O Colapso da Rede Regional

Durante décadas, o regime iraniano havia construído uma rede de grupos armados financiados por Teerã: o Hamas na Faixa de Gaza, o Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iêmen e milícias no Iraque. Cada um recebia financiamento, armas e orientação de Teerã — permitindo ao Irã causar instabilidade em vários países sem colocar seus próprios soldados na linha de frente.

Com a liderança iraniana eliminada, as fábricas de mísseis destruídas e o dinheiro do regime comprometido, essa rede começou a sentir os efeitos imediatamente. Sem coordenação central, sem reabastecimento e sem financiamento, cada grupo passou a operar de forma isolada.

Em reação aos ataques, o Irã disparou salvas de mísseis e drones contra Israel, Bahrain, Kuwait, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iraque. A passagem pelo Estreito de Ormuz — por onde passa boa parte do petróleo mundial — foi temporariamente interrompida, com 150 navios cargueiros paralisados. O ministro de energia do Qatar advertiu que o conflito poderia “derrubar as economias do mundo” se persistir.


O Contexto

A operação não surgiu do nada. Israel e Irã haviam trocado ataques diretos em 2024 e travado uma Guerra de Doze Dias em junho de 2025, quando os EUA já haviam bombardeado instalações nucleares iranianas na Operação Midnight Hammer.

Nas semanas antes do ataque de 28 de fevereiro, EUA e Irã estavam em negociações nucleares indiretas mediadas por Omã. Em 25 de fevereiro, o chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que um acordo “histórico” estava “ao alcance”. O ministro do exterior de Omã chegou a declarar que o Irã havia concordado com verificação total pelo IAEA.

Horas depois, Trump deu a ordem final ao CENTCOM.

O senador Bernie Sanders chamou o ataque de “guerra ilegal, premeditada e inconstitucional”. Netanyahu disse que a operação “vai entrar para os livros de história militar”.


O Que Vem Depois

Trump declarou que os ataques continuariam sem interrupção até o Irã anunciar sua rendição incondicional. O chefe do Estado-Maior israelense, general Eyal Zamir, disse que Israel estava “esmagando o regime de terror iraniano e aproveitará cada oportunidade para aprofundar nossas conquistas”.

A Rússia anunciou aumento na demanda por seu petróleo e gás em função da crise. Países europeus, ONU e outros governos condenaram os ataques iniciais por desestabilizar a região. A operação estava em curso ao escrever este artigo.

O maior segredo do regime iraniano havia se tornado a maior armadilha do regime.


Fontes consultadas: Wikipedia, ABC News, The Times of Israel, Fox News, Al Jazeera, NBC News, CNN, NPR, CENTCOM, CSIS, Washington Institute, The Washington Post, Euronews, Aviation Week, Defense Update