Membros da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã estão atravessando a fronteira com o Afeganistão usando documentos falsos e disfarces, em fuga desesperada após uma operação militar coordenada entre Estados Unidos e Israel que eliminou 49 líderes do regime iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.

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O colapso da elite militar iraniana

A Guarda Revolucionária Islâmica, criada após a Revolução de 1979 para proteger o regime iraniano, sempre foi considerada uma das organizações militares mais temidas do Oriente Médio. Classificada oficialmente pelos Estados Unidos como organização terrorista, controlava parte da economia iraniana e financiava grupos armados como o Hezbollah no Líbano e o Hamas na Palestina.

O ex-presidente iraniano Ebrahim Raisi visita uma base naval da Guarda Revolucionária no porto de Bandar Abbas, no sul do Irã, em imagem divulgada em 2 de fevereiro de 2024.

Agora, esses mesmos soldados estão fugindo para o Afeganistão – um dos países mais perigosos do mundo – preferindo viver sob o governo do Talibã a continuar defendendo o regime que juraram proteger até a morte.

As negociações que revelaram o programa nuclear

O colapso começou durante negociações nucleares realizadas em Omã e Genebra. Os Estados Unidos ofereceram uma proposta generosa: fornecer combustível nuclear enriquecido gratuitamente por 10 anos, com a única condição de que o Irã parasse de enriquecer urânio em seu território.

O Irã recusou a oferta e, durante as próprias negociações, revelou informações que deixaram os diplomatas americanos alarmados. Representantes iranianos admitiram possuir aproximadamente 10.000 kg de urânio processado, sendo 1.000 kg a 20% de enriquecimento e 460 kg a 60% – muito próximo dos 90% necessários para uma bomba nuclear.

Os negociadores iranianos se gabaram de que esse estoque era suficiente para produzir 11 bombas nucleares, demonstrando orgulho por terem enganado os fiscais internacionais da ONU.

Operação Epic Fury elimina cúpula do regime

Em resposta à recusa iraniana e às ameaças nucleares, Estados Unidos e Israel lançaram em fevereiro uma operação militar coordenada. Do lado americano, batizada de “Operation Epic Fury”, e do israelense, “Raring Lion”.

A inteligência americana havia monitorado por meses os movimentos da cúpula iraniana. Em uma manhã, 49 líderes do regime se reuniram para um café da manhã, acreditando estar seguros devido às condições climáticas menos favoráveis para ataques aéreos.

Os mísseis chegaram antes que qualquer um pudesse reagir. Todos os 49 líderes foram mortos numa única operação, incluindo Ali Khamenei, o líder supremo que controlou o país por décadas.

Deserção em massa da Guarda Revolucionária

Com a eliminação da cúpula, a Guarda Revolucionária começou a se desintegrar. Soldados passaram a desertar de forma caótica, usando roupas civis sobre os uniformes e documentos falsos para atravessar a fronteira com o Afeganistão.

Comandantes de campo e oficiais de alto escalão ameaçaram abandonar o regime publicamente, enviando ultimatos à liderança restante: encontrar uma saída política ou anunciar publicamente que estão mudando de lado.

O presidente Trump fez uma oferta direta aos militares iranianos: “Larguem as armas agora e vocês terão imunidade total ou enfrentem a morte certa”.

Tentativas desesperadas de negociação

Ali Larijani, ex-presidente do Parlamento iraniano, assumiu o controle do que sobrou do regime. Publicamente mantém a postura de resistência, mas o Wall Street Journal revelou que ele buscou contato com os americanos através de intermediários em Omã para reabrir o diálogo.

O Irã demonstrou disposição para fazer concessões impensáveis meses antes: reconhecer os Estados Unidos como país legítimo, abandonar o objetivo de destruir Israel e afrouxar as leis rígidas impostas à população.

Trump confirmou que conversas estavam sendo consideradas, mas lembrou: “A maioria das pessoas com quem estávamos negociando não existe mais. Elas morreram. Eles deveriam ter fechado o acordo antes”.

A arrogância que selou o destino do regime

A queda do regime iraniano ilustra como a arrogância pode ser fatal em relações internacionais. Ao revelar seu arsenal nuclear durante as negociações, o Irã entregou aos americanos a justificativa perfeita para agir militarmente.

Ao recusar qualquer acordo e adotar postura intimidatória, fechou a última porta diplomática disponível. A certeza de invencibilidade levou o regime a baixar a guarda no momento mais crítico.

Agora, com a elite militar fugindo para países vizinhos e a estrutura de comando destruída, o regime iraniano enfrenta sua maior crise desde a Revolução de 1979.